Nos últimos meses, o Fed (Federal Reserve), banco central norte-americano, passou a enxergar com mais preocupação uma variável que recentemente entrou nos cálculos de inflação: a IA (inteligência artificial). Os novos investimentos na área criam um paradoxo econômico: os investimentos são inflacionários, mas podem causar o movimento contrário nos preços no futuro, com o aumento da produtividade.
A escala dos investimentos no setor irá impulsionar a demanda. De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a inteligência artificial está “elevando custos, pressionando preços de recursos como chips, mão de obra especializada e, principalmente, energia. Há estimativas de investimentos em infraestrutura de mais de US$ 700 bilhões. Construir data centers, contratar mão de obra (em um mercado de trabalho apertado), demandar energia e assim por diante”.
A ata sobre a decisão de juros em junho, divulgada no início de julho, mostrou que os investimentos em IA não provocam movimentações só em ações de companhias do mercado financeiro. Os dirigentes do Fed citaram o aumento da demanda relacionado à construção da infraestrutura de IA como fator de pressão sobre os preços.
Por outro lado, o presidente da autoridade monetária minimizou os efeitos. Kevin Warsh afirmou, na última 4ª feira (15.jul.2026), que o Fed decidirá se a IA será inflacionária.
