Rigor metódico contra uma fúria emocional, a força do coletivo contra um sistema construído em torno de uma superestrela como Lionel Messi, mas também duas seleções que sabem superar limites: a final da Copa do Mundo, no próximo domingo, coloca frente a frente Espanha e Argentina, dois modelos tão distintos quanto consolidados.
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A posse de bola espanhola contra a garra argentina
O estilo de jogo da Espanha é amplamente conhecido: a posse de bola é fundamental, às vezes em excesso, e a troca de passes com um ou dois toques se tornou uma marca registrada da equipe desde a Eurocopa de 2008.
Nesta Copa do Mundo, as sequências de passes foram inofensivas na estreia contra Cabo Verde (0 a 0), mas a fórmula ganhou intensidade e eficácia na sequência, impulsionada pelo trio formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, o “melhor” meio-campo do mundo, segundo o técnico Luis de la Fuente.
O segundo gol na semifinal contra a França (2 a 0), marcado por Pedro Porro, foi o desfecho de uma série de cerca de 20 passes que começou na área da Espanha e foi iniciada por Dani Olmo.
Por sua vez, a Argentina chegou à final adotando um estilo de jogo mais direto e, sobretudo, demonstrando uma capacidade impressionante de se manter firme enquanto caminha na corda bamba, independentemente do roteiro da partida.
