A endometriose possui diferentes graus de classificação, que variam de mínima a leve, moderada e grave. No entanto, segundo especialistas, a intensidade da dor sentida pela paciente não é diretamente proporcional à extensão das lesões encontradas.
O tema foi debatido no CNN Sinais Vitais de sábado (18), quando o Dr. Roberto Kalil recebeu os ginecologistas Gabriela Rebelo e Sérgio Conti Ribeiro. Ambos esclareceram aspectos fundamentais sobre o diagnóstico e as características clínicas da doença.
O ginecologista, obstetra e professor doutor do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), Sérgio Conti Ribeiro, destacou que não há correlação direta entre a extensão das lesões e a intensidade dos sintomas.
“Tem pacientes que têm sintomas muito intensos com poucas lesões. E tem, por outro lado, pacientes com lesões exuberantes e trazem poucos sintomas”, afirmou.
Essa característica da doença contribui para a dificuldade diagnóstica, especialmente em jovens no final da adolescência, quando as cólicas costumam ser minimizadas pela família como algo normal.
Conti Ribeiro ressaltou ainda que uma dor incapacitante e recorrente precisa ser investigada. Segundo ele, as lesões são consideradas mais graves quando infiltram órgãos do tubo digestivo, como o reto, o ceco e o apêndice, ou quando atingem o septo retovaginal, a região entre a vagina e o reto.
