Tarifa dos EUA: Brasil avalia adotar a reciprocidade e proteger setores atingidos O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa. Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões). No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior. Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos. "Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados.
Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras
