As novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, com entrada em vigor em 22 de julho, devem elevar o Brasil ao segundo lugar no ranking dos países mais tarifados pelos norte-americanos.
Segundo levantamento do GTA (Global Trade Alert), a tarifa efetiva média aplicada aos produtos brasileiros chegará a 18,2% após a implementação das novas sobretaxas. Com isso, o Brasil ficará atrás apenas da China, cuja tarifa média é de 27%.
O cálculo do GTA considera que as tarifas previstas na Seção 301 serão somadas, temporariamente, às taxas da Seção 122, que estabeleceu uma cobrança global de 10% sobre importações para os Estados Unidos.
Essa combinação, no entanto, será válida apenas até 25 de julho, quando expira a vigência da Seção 122. As tarifas foram anunciadas no fim de fevereiro e, pela legislação norte-americana, podem permanecer em vigor por até 150 dias, prazo que se encerra na próxima semana.
A tarifa de 25% foi confirmada na última quarta-feira (15) pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). A medida havia sido proposta em 1º de junho, sob a justificativa de que determinadas políticas brasileiras seriam consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
Desde então, representantes da indústria brasileira buscaram reverter a decisão, inclusive durante a audiência pública realizada em Washington nos dias 6 e 7 de julho. As manifestações, porém, não foram suficientes para impedir a adoção da medida.
