Enquanto milhões de torcedores enxergam a Argentina como favorita ao título da Copa do Mundo, outro movimento chama atenção fora de campo: o de quem escolhe apoiar qualquer seleção que esteja do outro lado.
Ao longo do torneio, torcedores passaram a vestir as camisas dos adversários da Albiceleste a cada fase da competição. Primeiro foi a Argélia, depois Cabo Verde, Suíça e até a Inglaterra, tradicionalmente alvo de críticas no cenário internacional, recebeu uma onda de apoio nas redes sociais antes da semifinal contra os argentinos.
Na decisão, contra a Espanha, a tendência é que esse movimento se repita.
Mas por que a Argentina desperta tanta antipatia? A resposta envolve décadas de rivalidades, personagens históricos, títulos, provocações e polêmicas.
O legado de Maradona
Grande parte da identidade do futebol argentino foi construída em torno de Diego Maradona, considerado por muitos o maior jogador da história do país.
Na conquista da Copa do Mundo de 1986, o craque protagonizou dois dos gols mais famosos da história do futebol contra a Inglaterra. O primeiro ficou conhecido como a “Mão de Deus”, marcado com a mão e validado pela arbitragem.
O segundo foi uma arrancada histórica, driblando quase todo o time inglês antes de balançar as redes, lance posteriormente eleito o “Gol do Século”.
Para muitos ingleses, a “Mão de Deus” permanece como um símbolo de injustiça.
