O TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu a maior varredura já realizada sobre as chamadas “emendas Pix”, revelando que 82% das transferências analisadas apresentam alguma irregularidade. O levantamento, que sugere o acionamento de órgãos de investigação criminal, foi obtido e divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a publicação, a auditoria do tribunal avaliou um total de R$ 198,11 milhões, fragmentados em 100 remessas feitas por deputados e senadores entre os anos de 2020 e 2024. As falhas foram detectadas em 61 dos 74 entes federativos, ou seja municípios e Estados, que passaram pela fiscalização.
O decano do tribunal, ministro Walton Alencar Rodrigues, é o relator do processo na corte. O documento final deverá ser enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) para subsidiar as decisões do ministro Flávio Dino, que tem exigido mais mecanismos de controle para esses repasses na esteira da ação que derrubou o “orçamento secreto”.
FALHAS FINANCEIRAS E FALTA DE RASTRO
O cruzamento de dados de 24 processos de fiscalização regionais resultou em uma estimativa de R$ 55,4 milhões em prejuízos potenciais aos cofres públicos. Segundo o detalhamento extraído do relatório pelo veículo, o montante sob suspeita está dividido em três frentes:
R$ 26,4 milhões (transparência bancária): refere-se ao uso indevido das contas abertas para receber os repasses.
