O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que sua gestão avalia se há base legal para prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele visite a cidade em setembro para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
A declaração consta de entrevista publicada neste sábado (18.jul.2026) pelo New York Times.
A discussão decorre do mandado de prisão expedido pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) contra Netanyahu em 21 de novembro de 2024, por suspeita de crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza.
Os Estados-partes do Estatuto de Roma, tratado que instituiu o TPI, devem cooperar com a Corte na execução dos mandados. Os Estados Unidos não são parte do estatuto e, portanto, não têm essa obrigação.
Mamdani disse acreditar que Netanyahu “deveria estar em Haia” e o chamou de “criminoso de guerra acusado pelo Tribunal Penal Internacional”.
O prefeito declarou não saber se tem autoridade legal para determinar que o Departamento de Polícia de Nova York prenda Netanyahu. Afirmou que sua gestão consulta o Departamento Jurídico da cidade para avaliar as medidas permitidas pela legislação.
Mamdani disse que respeitará as leis vigentes e que não pretende alterá-las para viabilizar a prisão. A entrevista foi publicada diante da possibilidade de Netanyahu viajar a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
Netanyahu disse, em entrevista à 77 WABC, que não está preocupado com uma possível prisão.
