O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou efetivar a venda de um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia depois de se tornar alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) que investiga suspeitas de recebimento de propina do Banco Master. A transferência foi impedida depois de o cartório receber uma ordem de indisponibilidade de bens determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
As informações são do jornal “O Estado de São Paulo” e mostram que a decisão do STF também bloqueou a transferência de um apartamento de R$ 10 milhões em Salvador.
O terreno tem 51 mil m² e fica na Região Metropolitana de Salvador. Wagner o comprou em 2000 por R$ 28.000 e o negociou por R$ 15,8 milhões com uma empresa ligada ao Grupo City, controlador da SAF do Esporte Clube Bahia, em parceria com incorporadoras responsáveis por um futuro empreendimento imobiliário ao lado do novo centro de treinamento do clube.
A escritura foi assinada em 18 de maio de 2026. Um dia depois da operação da PF, a documentação foi apresentada ao 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari para registrar a transferência da propriedade à empresa compradora. O objetivo era efetivar a venda e transferir a propriedade para a empresa compradora, mas o cartório bloqueou a transação após receber a ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo STF.
Pelo contrato original, Wagner receberia R$ 15,8 milhões por meio de uma nota promissória com vencimento em 2029.
