Jens Spahn durante entrevista coletiva no dia 3 de novembro de 2021 Markus Schreiber / AFP O líder dos deputados conservadores alemães, Jens Spahn, renunciou neste sábado (18) após enfrentar críticas dentro do próprio partido por ter tido um filho com seu marido por meio de uma gestação por substituição nos Estados Unidos, prática proibida na Alemanha. “Nos últimos dias, compreendi que minha felicidade pessoal, que consiste em construir uma família com meu marido e me tornar pai, é incompatível com minha função política”, escreveu Spahn, presidente do grupo parlamentar CDU/CSU, do chanceler Friedrich Merz, em uma carta enviada aos colegas de bancada. A CDU, partido de Spahn e de Merz, se opõe firmemente à gestação por substituição e, durante um congresso realizado em fevereiro, votou pela manutenção da proibição em vigor no país. Jens Spahn e seu marido tornaram-se pais recentemente graças a uma barriga de aluguel nos Estados Unidos. Segundo o jornal Bild, a gestante estava grávida de quatro meses na época do congresso da CDU. Neste sábado, o chanceler Friedrich Merz afirmou que a renúncia foi uma decisão “justa e inevitável”. Embora tenha reconhecido o papel de Spahn no retorno da CDU ao poder, Merz declarou que “a credibilidade é o bem mais precioso na política”.
Líder conservador da Alemanha renuncia após polêmica envolvendo filho gerado por barriga de aluguel nos EUA
