Erin Cotton não percebeu a fumaça até que seus olhos começaram a lacrimejar e seus dois filhos reclamaram de coceira.
“Foi aí que me lembrei de como me senti durante o incêndio de Palisades”, disse Cotton, mãe de crianças de 1 e 5 anos e moradora de Washington, D.C., que vivia na Califórnia quando um dos incêndios florestais mais destrutivos da história do estado assolava a região no ano passado.
Cotton é uma das mais de 100 milhões de pessoas nas regiões dos EUA que estão respirando um ar perigoso, carregado por densas e sufocantes nuvens de fumaça vindas de incêndios florestais no Canadá, incluindo cerca de doze focos que surgiram em Ontário nas últimas semanas.
A fumaça prejudicou eventos ao ar livre em mais de uma dúzia de estados que emitiram alertas sobre a qualidade do ar. Eventos que variavam desde um desfile de bebês em Flint, Michigan, até um show de rock em Herndon, Virgínia, e a maratona “America’s Mile” em Pittsburgh foram cancelados na sexta-feira (17) devido à permanência da fumaça.
Empresas também sofreram prejuízos durante uma temporada de grande movimento: parques de diversões como o Kennywood e o parque aquático Sandcastle, na Pensilvânia, fecharam as portas por causa da má qualidade do ar.
Eventos esportivos muito aguardados, como a partida entre o Cleveland Guardians e o Pittsburgh Pirates e o campeonato nacional RowFest, em Michigan, foram cancelados ou adiados.
