Por Ben Reininga e Ryan Y. Kellett
Claire Ricks gosta de se manter informada sobre os acontecimentos atuais. Ela acompanha sites de notícias tradicionais e se considera uma leitora ávida de jornais. Aos 29 anos, ela considerava as redes sociais principalmente um espaço para memes e vídeos fofos de animais até esta primavera, quando ajudou a estudar uma plataforma que um número crescente de pessoas está usando para se informar: o TikTok.
Ricks, estudante da Harvard Extension School, estava auxiliando em um projeto de pesquisa desenvolvido por Ben Reininga, um dos coautores deste artigo. Os dois (Ben e Ryan Y. Kellett) acabaram de concluir um ano em Harvard como bolsistas conjuntos da Fundação Nieman para o Jornalismo e do Centro Berkman Klein para Internet e Sociedade. Cada um dedicou seu tempo ao estudo do espaço dos criadores de conteúdo online –especificamente aqueles rotulados como jornalistas criadores ou influenciadores de notícias– para explorar quais lições seu trabalho poderia oferecer para a indústria da mídia em geral.
Ao assistir a centenas de vídeos no TikTok como parte do projeto, Ricks encontrou vinhetas informativas sobre estudantes sendo detidos por se oporem à guerra em Gaza. Ela assistiu a explicações úteis sobre as complexidades das tarifas globais. E viu diversas análises das notícias do dia, feitas por pessoas falando diretamente para as câmeras de seus celulares enquanto estavam sentadas em seus carros.
