O mercado já acompanha as projeções para um El Niño que pode ser o mais intenso desde o início das medições, em 1950.
Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), caso as previsões se confirmem, o fenômeno tem potencial para provocar impactos relevantes na produção agrícola e pressionar os preços dos alimentos.
Para Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, o impacto do fenômeno vai muito além das mudanças no clima e já começa a entrar no radar do mercado.
O El Niño altera o regime de chuvas e de temperaturas em diferentes regiões do planeta, afetando diretamente a produção agrícola. No Brasil, esse cenário pode comprometer a oferta de alimentos e pressionar os preços de produtos que compõem a cesta básica.
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Na visão de Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, os efeitos do fenômeno também podem dificultar o controle da inflação.
“O El Niño tem consequências importantes para os preços dos produtos agrícolas. Mesmo com a recente desaceleração da inflação de alimentos, é preciso cautela, pois esse cenário pode elevar novamente os preços e pressionar a inflação”, analisa.
Além da agricultura, Godoy destaca que os impactos tendem a se espalhar por diferentes setores da economia.
“Os efeitos não ficam restritos ao campo.
