É a história de apenas uma cidade, ao longo de um ano, mas oferece uma visão rara da desastrosa guerra de escolha da Rússia.
A lenta infiltração em Kostyantynivka, ponto-chave para o avanço de Moscou na região de Donbas, no leste da Ucrânia, e cuja ocupação foi reivindicada pelo Ministério da Defesa da Rússia em 3 de julho, escancara a persistência das forças do Kremlin e as baixas devastadoras que elas estão dispostas a tolerar para alcançar até mesmo os objetivos mais modestos.
Em 3 de julho, o Ministério da Defesa divulgou uma série de vídeos mostrando tropas russas em vários pontos do centro da cidade, agitando bandeiras russas, para reforçar a alegação de que haviam tomado o local.
Essa afirmação falsa, contradita por vídeos recentes, relatos de tropas ucranianas e mapeamentos independentes das linhas de frente, foi uma das várias feitas nos últimos meses por líderes russos.
Eles buscavam sugerir que o avanço no campo de batalha era maior do que a realidade, talvez para convencer o público interno ou seus homólogos na Casa Branca de que a campanha militar não havia estagnado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, rapidamente apontou a falsidade da alegação e desafiou o presidente russo, Vladimir Putin, a encontrá-lo na cidade para discutir a paz, caso ela estivesse, de fato, sob o controle de Moscou.
