O gabinete da China aprovou na 2ª feira (13.jul.2026) um plano para expandir o consumo interno, estabelecendo a meta de elevar as vendas anuais no varejo de bens de consumo para cerca de 60 trilhões de yuans (US$ 8,8 trilhões) até 2030.
O Conselho de Estado aprovou o documento, elaborado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério do Comércio, e instruiu os governos locais a tornar o crescimento do consumo uma prioridade econômica central. O total de vendas no varejo da China atingiu 50,1 trilhões de yuans em 2025.
Essa iniciativa surge em um momento em que Pequim busca cada vez mais o consumo de serviços para impulsionar o crescimento, enquanto a demanda por bens físicos permanece fraca.
Os dados oficiais reforçam a divergência. Nos primeiros 5 meses de 2026, as vendas no varejo de serviços aumentaram 5,4% em relação ao ano anterior, com aceleração de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento das vendas de bens desacelerou para 1,2%, ampliando a diferença entre as duas categorias para 4,2 pontos percentuais.
O plano prioriza serviços como alimentação, hospedagem, cuidados com idosos e cuidados infantis, ao mesmo tempo em que promove uma maior integração da cultura, do turismo e do esporte.
