Para muitos brasileiros que vivem em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, conseguir uma consulta com um médico especialista costuma ser uma jornada longa e desgastante. Dependendo da localidade, o atendimento pode exigir horas,ou até dias, de deslocamento, além de gastos com transporte, hospedagem e alimentação. Nos últimos anos, porém, a expansão da conectividade digital começou a mudar esse cenário, inclusive no SUS (Sistema Único de Saúde).
Com a ampliação do acesso à internet banda larga e das redes móveis 4G e 5G, o atendimento remoto passou a encurtar distâncias que historicamente separavam pacientes dos serviços especializados de saúde. O que antes dependia de viagens longas e complexas, agora pode ser resolvido por meio de uma consulta realizada por vídeo, muitas vezes a partir da própria unidade de saúde do município ou até mesmo da casa do paciente, pelo celular.
A estratégia vai além da consulta tradicional. “Especialistas passam a atuar em conjunto com os profissionais que já acompanham os pacientes nos territórios. Dessa forma, o atendimento incorpora tanto a expertise técnica do especialista quanto o conhecimento que o médico local tem sobre a realidade social, econômica e sanitária daquela comunidade”, relata o cardiologista Carlos Henrique Pedrotti, gerente médico de Telemedicina do Einstein Hospital Israelita.
