No intervalo entre o primeiro e o segundo apagão nacional que Cuba vivenciou em julho, eu estava na fila atrás de dois psicólogos que vestiam jalecos brancos e conversavam abertamente sobre seus pacientes.
“Não me preocupo com as pessoas que dizem estar estressadas”, disse um profissional ao outro enquanto esperava na fila pela comida que chegava semanalmente de caminhão, vinda do campo. “O problema são as pessoas que dizem estar bem. Há algo realmente errado com elas.”
A rede elétrica de Cuba sofreu uma nova falha nesta terça-feira (14), a terceira neste mês, deixando quase dez milhões de cubanos no escuro e mergulhados em uma incerteza ainda maior. A ansiedade em relação ao futuro está atingindo níveis sem precedentes por aqui.
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À medida que a economia da ilha governada pelos comunistas entra em colapso e o governo Trump impõe sanções cada vez mais severas, a Revolução Cubana parece estar dando seus últimos suspiros.
Mas, se aprendi alguma coisa em quase 15 anos vivendo em Havana, foi o quanto os cubanos conseguem suportar e o quão eficaz o governo é em manter o controle.
A vida, que nunca foi fácil para a maioria dos cubanos, tornou-se extremamente difícil.
