SÃO LUÍS - A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) informou que alertou a Prefeitura de São Luís, ainda antes da contratação da empresa responsável pela gestão das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas do Hospital da Criança, sobre falhas identificadas no processo licitatório que permitiam a redução das equipes médicas e a atuação de profissionais sem especialização em pediatria e terapia intensiva pediátrica.
Segundo o defensor público Davi Veras, coordenador do Núcleo da Criança e do Adolescente da DPE-MA, as irregularidades apontadas ainda em 2025 podem estar relacionadas às denúncias que vêm sendo apuradas sobre o funcionamento das UTIs pediátricas da unidade hospitalar.
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A licitação foi analisada pela Defensoria Pública em julho de 2025. Na ocasião, o órgão identificou inconsistências entre o edital e o estudo técnico preliminar, documento utilizado para definir a estrutura necessária ao funcionamento do serviço. Entre os problemas apontados estavam a redução do número de médicos e coordenadores técnicos previstos inicialmente, além da possibilidade de contratação de profissionais sem formação específica para atuar em terapia intensiva pediátrica.
“Nós identificamos várias inconformidades que mereciam uma alerta, que é como se fosse o prenúncio de tudo isso que nós estamos vivendo.
