SÃO LUÍS - Desde as últimas horas desta segunda-feira (13), quando veio à tona por meio de reportagem da TV Mirante o caos que está instalado no Hospital da Criança - com aumento expressivo de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e suspeitas de inúmeras irregularidades em contrato apontadas pelo Ministério Público -, a chefe do Executivo, prefeita Esmênia Miranda, tem silenciado sobre o tema.
Presente nas redes sociais com publicações diárias que mostram a sua rotina e ações do município em diversos setores da administração pública, Esmênia ainda não se manifestou sobre a situação gravíssima que já atingiu centenas de famílias de São Luís e de outros municípios.
O silêncio não é uma opção
O problema é que, na posição em que ela ocupa, de chefe do Executivo, o silêncio não é uma opção. Fugir de questionamentos e críticas, sendo estas ácidas ou não, não é razoável.
Crianças morreram. Há denúncias gravíssimas de negligência; falta de insumos; baixa na qualidade técnica de UTI daquele hospital; carência de especialistas; e ausência de um protocolo bem definido para evitar óbitos.
E tudo isso não pode ser encarado como algo normal.
Muito menos ser ignorado pelo silêncio de quem deve dar respostas concretas à população.
