SÃO PAULO (SP) - Bastam apenas alguns segundos diante da presença de Alcione para sentir a verdadeira potência que a cantora carrega não só em sua voz, mas também no seu modo de pensar e viver. Modo esse que fez com que ela tivesse a coragem de mudar-se do Maranhão para o Rio de Janeiro, no final da década de 60, mesmo sendo tão jovem e não conhecendo nada sobre a cidade a qual iria desembarcar. O resultado dessa aposta, a gente já conhece. De lá para cá já se passaram mais de 50 anos, e Alcione se tornou uma das maiores vozes femininas do samba.
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E inspirada nesta trajetória e com a proposta de retratá-la cuidadosa e fielmente, a exposição "Com Amor, Alcione" saiu de São Luís, onde estreou em fevereiro de 2025, e chega agora ao Museu das Favelas em São Paulo (SP). A primeira itinerância da exposição, que possui cerca de 650 itens, representa uma quebra de barreira histórica ao oportunizar que a homenagem à cantora seja vista e celebrada não só no Nordeste, mas em outros eixos brasileiros, uma vez que a história de Alcione confunde-se com a história da música popular do Brasil.
“É uma honra ter a minha vida e obra ocupando o Museu das Favelas. O nome, por si só, já revela a grandiosidade dessa instituição, que estou ansiosa para conhecer. Espero que o público goste e venha conhecer a história desta Marrom aqui, que tem uma gratidão imensa pelo povo de São Paulo”, declarou a cantora.
