Foi prazeroso o acolhimento e troca de conhecimento com os alunos dos cursos de Hotelaria e Turismo da Universidade Federal do Maranhão, na tarde de terça-feira (7), no na Fábrica Santa Amélia, situada na rua Cândido Ribeiro, no Centro Histórico de São Luís.
Mediado pela professora da UFMA, Roselis Câmara, tendo como parceiro de bancada Ademar Danilo - jornalista, turismólogo e diretor do Museu do Reggae no Maranhão - o Fórum teve como tema "o reggae como manifestação cultural identitária do maranhense e do potencial que fomenta o Afroturismo".
Falar sobre a complexidade do reggae cultuado no Maranhão não é uma tarefa fácil pra mim até porque não vivo o movimento no dia a dia. Mas, na condição de.jornalista, homem negro da periferia consigo falar do gênero como consumidor e memória afetiva, ao lembrar da adolescência, envolvimenro no festejo de São Raimundo Nonato, durante dez dias, celebrando o Santo com ladainhas, festa e o reggae como trilha sonora do evento, no Sítio do Meio, território que integra o Quilombo Urbano da Liberdade, meu berço cultural.
O reggae que o maranhense adotou como seu é marcado pela originalidade das melôs, do dançar agarradinho, tem como matriz e pertencimento o povo preto dos guetos da ilha patrimônio da humanidade.
