SÃO LUÍS - As férias escolares costumam alterar a rotina de crianças e adolescentes, com mais tempo em frente às telas, mudanças nos horários de sono e maior consumo de alimentos ultraprocessados. A boa notícia é que o período também pode ser uma oportunidade para incentivar hábitos saudáveis e prevenir a obesidade.
O alerta ganha ainda mais importância diante de um estudo do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation (WOF), que projeta que, até 2040, cerca de 228 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viverão com obesidade em todo o mundo, caso medidas efetivas de prevenção e tratamento não sejam adotadas.
Para a endocrinologista Fernanda Máximo, ainda existe muito preconceito em torno da doença. “A obesidade é uma doença crônica e não um sinal de fraqueza ou desleixo. Ela depende de muitos fatores. Os hormônios que controlam a fome podem estar desregulados, a genética conta muito e o ambiente nem sempre ajuda. Cobrar 'força de vontade' da criança ou dos pais não resolve nada. Só aumenta um peso emocional que eles já carregam.”
De acordo com a especialista, as consequências do excesso de peso na infância e na adolescência vão muito além da estética e podem favorecer o surgimento de doenças que antes eram mais comuns na vida adulta.
“A obesidade abre a porta para diabetes, pressão alta, colesterol alto, gordura no fígado, apneia do sono e dores nas articulações. Mas não é só o corpo que sofre.
