SÃO LUÍS - Após quatro anos à frente da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, o ex-secretário Tiago Fernandes faz ao Imirante um balanço da gestão, avalia de forma técnica os principais desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado e defende que a próxima etapa da política pública passa pela consolidação de avanços alcançados na estrutura do setor. Entre os temas abordados estão a redução das filas por cirurgias, a ampliação da alta complexidade, a interiorização dos serviços especializados, o fortalecimento da atenção básica e a necessidade de ampliar a integração entre Estado e municípios.
Na entrevista a seguir, ele também analisa o financiamento da saúde pública, comenta a carência de especialistas em áreas como reumatologia e hematologia e sustenta que o fortalecimento da rede estadual depende não apenas de novos investimentos, mas de planejamento, gestão e maior equilíbrio na distribuição dos recursos do SUS.
Abaixo, a íntegra da entrevista.
Você foi secretário de Estado nos últimos 4 anos no Maranhão. Na condição de gestor, portanto, consegue analisar de forma técnica o setor de saúde. Diante disso, quais são os principais desafios da saúde estadual no atual cenário?
Tiago Fernandes - O principal desafio é fazer a rede funcionar de forma cada vez mais integrada e equilibrada.
Saúde pública não se resolve com uma unidade isolada, nem com uma decisão só.
