*Por Vinícius Guahy
A remuneração dos motoristas de aplicativo voltou ao centro do debate, mas o impasse nunca foi apenas sobre porcentagens. O ponto crítico é a previsibilidade. Em um modelo em que a renda varia diariamente, saber quanto se ganha por corrida ainda é uma das maiores incertezas.
Até 2018, essa conta era mais transparente. A Uber operava com taxa fixa de 25% no UberX e 20% no Black. A mudança para um sistema variável, baseado em tempo e distância, alterou esse equilíbrio de forma silenciosa. O valor pago pelo passageiro deixou de ser referência direta para o ganho do motorista. Segundo a empresa, corridas curtas passaram a concentrar taxas maiores; as longas, menores. Na prática, a remuneração se descolou do preço.
-Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.-
A Uber afirma que a taxa média semanal gira em torno de 25%. Motoristas e associações contestam. Mas a divergência não é apenas numérica. O problema está na dificuldade de antecipar ganhos, o que afeta planejamento, jornada e até a decisão de quando rodar. Sem clareza, o motorista trabalha mais para compensar incertezas.
A busca por regras mais claras
É nesse contexto que Uber e 99 passam a testar novos formatos em cidades como Divinópolis, Imperatriz, Cascavel e Teresina.
