SÃO LUÍS - Carla Anceles se tornou a primeira mulher a operar um guindaste no cais do Porto do Itaqui, no Maranhão. A conquista marca um avanço simbólico e prático na presença feminina em uma das áreas mais desafiadoras da operação portuária.
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A profissional chegou ao complexo há quase dois anos como auxiliar de serviços gerais pela COPI, empresa que atua no porto. Desde o início, tinha um objetivo claro: fazer parte do Itaqui.
“Como maranhense, a meta era entrar no Porto do Itaqui. Não importava o cargo”, afirmou Carla.
Depois de ingressar no porto, ela passou a buscar novas oportunidades dentro da operação. Do apoio operacional, avançou para as máquinas de linha amarela. Começou na pá mecânica, passou pela escavadeira e pelo Bobcat, além de cumprir seis meses como trainee.
O desempenho abriu caminho para a promoção a operadora de máquina. A partir daí, Carla passou a dominar diferentes equipamentos até chegar ao próximo desafio: o guindaste.
A certificação veio após treinamento conduzido pela fabricante de guindastes Liebherr dentro do próprio porto. Com a habilitação, Carla assumiu como trainee de guindasteira no cais. Seis meses depois, foi efetivada na função.
Presença feminina ainda é pequena nos portos
A trajetória de Carla ganha ainda mais relevância diante dos números do setor.
