IMPERATRIZ - A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão, em regime fechado, pela morte de duas crianças e pela tentativa de homicídio da mãe delas, em um caso que ficou conhecido como o do ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz.
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A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri da 3ª Vara Criminal de Imperatriz, após os jurados reconhecerem que Jordélia cometeu três crimes: duplo homicídio qualificado pelas mortes de Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evellyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, além de tentativa de homicídio qualificado contra Mírian Lira Rocha, mãe das crianças.
Segundo a decisão, os crimes foram cometidos com qualificadoras como motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. No caso das crianças, também foi considerada a circunstância de as vítimas terem menos de 14 anos.
As investigações apontaram que os irmãos morreram após consumir um ovo de Páscoa contaminado com chumbinho, enviado para a residência da família como se fosse um presente.
Penas foram somadas pela Justiça
A condenação foi dividida em três partes. Pela tentativa de homicídio contra Mírian Lira, Jordélia recebeu pena de 14 anos, 9 meses e 25 dias de prisão.
Já pelas mortes de Luiz Fernando e Evellyn, foram aplicadas penas individuais de 25 anos, 11 meses e 6 dias para cada vítima.
