SÃO LUÍS - Pacientes maranhenses que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam graves dificuldades para obter o medicamento somatropina na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME). O desabastecimento afeta diretamente 14.191 pessoas cadastradas no estado, que agora dependem de informações sobre a normalização dos estoques para não interromperem tratamentos vitais.
A somatropina, versão sintética do hormônio do crescimento humano, é essencial para crianças com condições como a síndrome de Prader-Willi. Nestes casos, o fármaco atua no desenvolvimento da musculatura, força e mobilidade. Sem a medicação, pacientes enfrentam a perda de massa magra e o comprometimento da agilidade, fatores críticos para quem possui hipotonia severa.
Impactos da interrupção do tratamento
O tratamento contra a falta de somatropina natural no organismo deve ser contínuo, com aplicações diárias calculadas conforme o peso de cada paciente. A interrupção das doses, que podem custar mais de R$ 200 cada na rede privada, compromete os resultados alcançados e pode até paralisar a velocidade de crescimento durante fases cruciais do desenvolvimento ósseo.
Especialistas alertam que a suspensão por semanas ou meses representa a perda do estímulo necessário enquanto o corpo ainda está em fase de maturação. Relatos de mães indicam que a falta de somatropina já perdura por dois meses, deixando famílias em estado de alerta diante do fim das últimas doses estocadas em casa.
