IMPERATRIZ - A dona de casa Mirian Lira Rocha, mãe de duas crianças que morreram após consumir um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz, afirmou que a condenação de Jordélia Pereira Barbosa representa um alívio e uma forma de honrar a memória dos filhos. Em entrevista, Mirian disse que a decisão era aguardada pela família desde o início do processo.
“A decisão do júri trouxe um alívio. Era o que eu, como mãe, e toda a família aguardávamos: que a Justiça fosse feita”, afirmou.
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Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Imperatriz, na noite dessa segunda-feira (22). O juiz determinou o cumprimento imediato da pena, manteve a prisão preventiva de Jordélia e negou o direito de recorrer em liberdade.
As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumir o doce. Mirian chegou a ficar internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu. O crime aconteceu em abril de 2025.
“Os meus filhos eram duas crianças cheias de vida, de sonhos e projetos, e foram interrompidos de forma tão cruel. O mais justo é que a memória deles seja honrada, com a lei sendo cumprida e a Justiça sendo feita", disse.
Irmãos morreram após comerem ovo de Páscoa com chumbinho
O ovo que as crianças comeram continha chumbinho - um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos.
