SÃO LUÍS - Em uma época em que artistas disputam atenção em redes sociais comandadas por algoritmos, um grupo de criadores de São Luís decidiu seguir por outro caminho. A Zine Jirau, publicação independente produzida de forma artesanal, nasceu com a proposta de fazer a arte circular além das telas.
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O projeto reúne textos, ilustrações, poesias e reflexões sobre cultura produzidas por artistas maranhenses. O Imirante entrevistou o editor Felipe Costa Cruz, que divide a construção da publicação com Chermom, Tiago Máci, Paulo Freire e Brena Coimbra.
A ideia surgiu da percepção de que muitos artistas passaram a ser obrigados a adaptar suas produções ao digital, muitas vezes reduzindo a complexidade de seus trabalhos para atender às dinâmicas de curtidas, compartilhamentos e algoritmos.
“Com a dinâmica comandada por algoritmos e botões de like e deslike, têm adoecido o artista, que fica obrigado a diminuir as dimensões do próprio trabalho, negociar sua estética e empobrecer sua proposta artística”, confessa Felipe.
Zine Jirau é um respiro fora das redes
Apesar das críticas à lógica das redes sociais, a equipe faz questão de destacar que não a vê como inimiga, mas deixam claro que o uso cego da tecnologia não os agrada. “Usamos a internet, que hoje é sinônimo de redes sociais, mas sempre com um certo ranço, cansaço e descontentamento”, destaca.
