O mar, a paisagem, as cores e a terra, quando vistos de uma janela, refletem os limites que o objeto impõe. A janela restringe a visão do céu e do chão. Faz-nos lembrar, também, dos alcances do órgão ocular e da própria condição humana.
Por outro lado, a janela indica abertura, entrada da claridade e do ar, luz no fim do túnel, oportunidades ou novas perspectivas.
Recentemente, mais precisamente em abril de 2026, foi realizado em São Luís, o 21º Congresso da Advocacia Ambiental. O congresso teve como imagem oficial uma foto de uma janela tirada pelo advogado e partícipe do evento, Flavio Moura Fé.
No momento da abertura, ao referir-se à arte do evento, o advogado, procurador do Estado, poeta e secretário-geral da OAB/MA, Daniel Blume, fez uma bela comparação da foto do advogado ao quadro “Figura na Janela”, de Salvador Dalí. Por se tratar de um evento consolidado que ocorre há mais de 2 décadas em São Luís, o poeta fez uma reflexão profunda sobre o papel do seminário na consolidação do direito ambiental, comparando a menina da janela, de Salvador Dalí, com o público presente no evento e as gerações atuais que olham com preocupação o futuro da humanidade.
De certo, aquela janela ficou diferente. Não era apenas uma fotografia. O olhar do poeta, somado à realização do evento sobre meio ambiente e à essência das discussões ali travadas, sensibilizaram minha visão sobre a janela.
