SÃO LUÍS - O curta maranhense ‘Ainda Te Amo’ surge como um exemplo forte do cinema independente brasileiro que consegue dialogar com o mundo sem perder sua identidade local. O destaque em festivais de cidades como Hollywood, Nova York, Itália e Paris mostra não só a qualidade técnica, mas também a força universal da história que ele conta.
A proposta de misturar dramédia com o universo drag funciona muito bem porque cria um contraste potente: de um lado, o brilho, a performance e a liberdade da persona Keitty Mayra; do outro, a dureza da vida cotidiana de Mário. Esse tipo de narrativa sobre “vidas paralelas” é algo que o público internacional reconhece facilmente, o que ajuda a explicar a recepção positiva fora do Brasil.
O prêmio de Melhor Curta LGBTQIAP+ na Itália reforça como o filme se conecta com discussões contemporâneas sobre identidade e pertencimento. Já o reconhecimento de Fernando Braga como Melhor Ator em outros festivais indica que a força emocional da obra passa muito pela atuação, especialmente por exigir transitar entre vulnerabilidade, humor e intensidade dramática.
Filme é ambientado em São Luís
Outro ponto interessante é a ambientação em São Luís, que foge dos cenários mais explorados do audiovisual brasileiro. Isso contribui para uma estética própria e ajuda a colocar o Maranhão no mapa do cinema internacional.
A parceria entre Hsu Chien Hsin e Braga também chama atenção.
