SÃO LUÍS - Após mais de duas décadas de tramitação, o processo de criação da Reserva Extrativista (Resex) de Tauá-Mirim, em São Luís, entrou na reta final e intensificou o debate entre comunidades tradicionais, governo federal, empresários e parlamentares maranhenses.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
Enquanto moradores defendem a criação da unidade de conservação para proteger os manguezais e garantir a permanência das famílias que vivem na região, representantes do setor produtivo e parte da bancada federal afirmam que a medida pode impactar a expansão do Complexo Portuário do Itaqui, considerado um dos principais ativos logísticos do estado.
Processo teve início em 2003
A proposta de criação da reserva começou oficialmente em agosto de 2003, quando moradores da comunidade do Taim, na zona rural de São Luís, entregaram um abaixo-assinado com pouco mais de 100 assinaturas solicitando proteção para a área.
Desde então, o processo passou por diferentes governos, estudos técnicos e disputas judiciais. Uma das principais lideranças da mobilização foi Maria Máxima Pires, conhecida como Dona Máxima, que morreu em 2023 sem ver a reserva oficialmente criada.
Segundo o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, a proposta busca conciliar a preservação ambiental com a garantia dos direitos das comunidades tradicionais.
