Reserva extrativista Tauá-Mirim segue em debate
Após mais de duas décadas de tramitação, o processo de criação da Reserva Extrativista (Resex) de Tauá-Mirim, em São Luís, está nas etapas finais e intensificou o debate entre comunidades tradicionais, governo federal, empresários e parlamentares maranhenses.
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De um lado, moradores defendem a criação da unidade de conservação como forma de garantir a proteção dos manguezais e assegurar a permanência de cerca de 1.150 famílias que vivem na região.
Do outro, representantes do setor produtivo e parte da bancada federal do Maranhão afirmam que a medida pode limitar a expansão do Complexo Portuário do Itaqui, considerado um dos principais ativos logísticos do estado.
Processo começou em 2003
Tauá-Mirim tenta se tornar reserva extrativista
Reprodução / TV Mirante
A proposta de criação da reserva teve início oficialmente em agosto de 2003, quando moradores da comunidade do Taim, na zona rural de São Luís, entregaram um abaixo-assinado com pouco mais de 100 assinaturas pedindo proteção para a área.
Desde então, o processo passou por diferentes governos, estudos técnicos e disputas judiciais. Uma das principais lideranças da mobilização foi Maria Máxima Pires, conhecida como Dona Máxima, que morreu em 2023 sem ver a reserva oficialmente criada.
Entenda os conflitos que envolvem a criação da Reserva de Tauá-Mirim, em São Luís
