A liberdade do vira-lata
O único país que participou de todas as Copas do Mundo chega à 23ª edição do torneio como azarão. Ninguém está soltando rojão. Ninguém confia piamente no hexa.
É como se tivéssemos readquirido o complexo de vira-lata - expressão de Nelson Rodrigues -, que atacou a nossa alma com a queda fragorosa no Maracanaço em 1950.
Mas talvez o Brasil funcione melhor como vira-lata do que com pedigree.
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Há superstições que nos favorecem. O Brasil ganhou uma Copa 12 anos após fracassar em casa. Foi assim em 1962, no Chile.
O Brasil ganhou uma Copa 24 anos após 1970, também nos Estados Unidos, em 1994, somando o mesmo tempo de abstinência que enfrentamos hoje desde a última vitória em 2002, o mesmo hiato sem a taça.
Naquele certame, chamaram Romário às pressas para garantir a classificação nas Eliminatórias. Neymar parece desempenhar este papel: questionado, lesionado e no fim da carreira. Se ele surpreender, quebrará as bancas de apostas.
Tenores da Ilha
Em plena temporada junina, o projeto Bumba Meu Samba será lançado oficialmente no próximo domingo (14), a partir das 14h, na Rua Formosa, no Centro Histórico de São Luís. A proposta une duas das maiores paixões culturais maranhenses: o samba e o bumba meu boi, em uma grande celebração popular realizada no meio da rua.
