SÃO LUÍS - Nas primeiras horas da madrugada, quando a maioria dos moradores de São Luís ainda dorme, as engrenagens da periferia já estão em plena rotação. Às 4h30 de uma segunda-feira, a movimentação é intensa na Ceasa. De terça a sábado, começa ainda mais cedo, quando caminhões carregados de hortifrúti chegam ao João Paulo por volta da meia-noite. É nesse ritmo que Lidiane Dias, 36 anos, toca a Frutaria FL, na feira da Cidade Operária, um dos bairros mais populosos da capital.
A história começou em 2002, pelas mãos de Dona Fátima, mãe de Lidiane. Na época, ela empurrava diariamente um carrinho de mão carregado de verduras até a banca da feira. Aos 12 anos, Lidiane já acompanhava a rotina e ajudava como podia. O negócio era pequeno, o sortimento se concentrava nas hortaliças mais procuradas e a renda dependia do movimento diário. Foi nesse ambiente que ela aprendeu os primeiros fundamentos do comércio, observando a mãe negociar com fornecedores e clientes.
Vinte anos depois, em 2022, Dona Fátima passou oficialmente a gestão para a filha. A sucessão foi gradual: primeiro a responsabilidade pela banca, depois a consolidação de uma loja física na própria feira. Hoje, Fátima administra outra unidade no Jardim América, expandindo o negócio da família.
Se a mãe construiu o negócio com experiência e persistência, a filha apostou na profissionalização. Foi por iniciativa de Lidiane que a empresa foi formalizada, com CNPJ, PIX e máquinas de cartão.
