SÃO LUÍS - “Eu faço de tudo para o meu produto ser o melhor”. Esta frase, você já é capaz de imaginar: veio de alguém que empreende. Mas, o que mais tem por trás dela além da dedicação que costuma já vir no sangue de cada empreendedor? O pedreiro Edivaldo da Conceição, que aos 62 anos de idade também é artesão nas horas vaga, nos conta.
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Há mais de 20 anos, o maranhense tomou a decisão de produzir matracas para vender durante o período junino. Ele, que sempre trabalhou com massas, cimentos e tijolos, encontrou, em outro material - o pau-d'arco - uma oportunidade não só de garantir uma renda a mais, mas também de aliar um trabalho com a sua fé, cultura e paixão pelo São João do Maranhão.
“Eu gosto de ver os turistas levando meu produto para fora. Eu sempre falo que o turista vem para cá por causa da nossa gente e de todos nós que fazemos a cultura, desde o tambor de crioula até o cacuriá e o bumba-meu-boi”, conta ele, que já não consegue mais nem mensurar o número de matracas que confecciona por dia.
Muito além da matraca
Para ele, continuar produzindo matracas até hoje não representa só o seu trabalho e sua principal fonte de renda.
