Segundo um novo estudo, arqueólogos encontraram as evidências mais antigas do consumo de cannabis para fins psicoativos em um túmulo que data de quase 3 mil anos atrás.
Pesquisadores encontraram sementes de cannabis preservadas e cabelos humanos no túmulo monumental da elite no sul da Sibéria, disse à CNN o autor principal do estudo, Gino Caspari, pesquisador da Universidade de Berna, na Suíça.
“Há muita especulação sobre o uso pré-histórico de medicamentos à base de plantas, mas, por meio dessa descoberta, conseguimos demonstrar que existe, de fato, um fundamento para essa ideia”, afirmou.
O túmulo está localizado no Vale de Uyuk e contém os restos mortais de vários indivíduos de classe alta. Caspari e seus colegas têm trabalhado lá desde 2017, descobrindo evidências de que o túmulo data de 2.800 anos atrás, durante o período inicial dos citas.
“Eram cavaleiros nômades conhecidos por sua habilidade em atirar a cavalo e por seus requintados objetos de ouro”, disse ele.
No local, Caspari e seus colegas avistaram pequenos pontos pretos na tumba e conseguiram identificá-los como sementes de cannabis. Eles acabaram recuperando mais de 1.400 delas e usaram a datação por radiocarbono para determinar que haviam sido depositadas há cerca de 2.800 anos.
