O Brasil, através da presidência da COP30, publicou neste domingo (8.nov.2026) um plano para levar US$ 1,3 trilhão por ano a países em desenvolvimento até 2035. O texto propõe taxar bilionários, com um imposto mínimo de 2% sobre a riqueza, e conta com investidores privados para cerca de 2/3 do valor.
Segundo o relatório, a meta é viável, mas, no ritmo atual, o fluxo ficaria em US$ 461 bilhões por ano, faltando cerca de US$ 840 bilhões. A conta fecha com outras taxas globais e mais empréstimos de bancos multilaterais, num momento em que a ajuda dos países ricos encolhe.
O relatório “Implementando o Roteiro de Baku a Belém para US$ 1,3 trilhão” é o 3º e último documento que o Brasil entrega ao deixar a presidência da conferência. Eis a íntegra (PDF - 4MB). O comando passa à Turquia na 2ª feira (9.nov).
Os outros 2, apresentados em 3 de novembro, tratam de:
transição para longe dos combustíveis fósseis. Eis a íntegra (PDF - 4 MB);
fim do desmatamento. Eis a íntegra (PDF - 4 MB).
Os 3 foram pensados para implementar decisões já aprovadas por consenso, e não para voltar à mesa de negociação. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, disse em entrevista a jornalistas neste domingo (8.nov) que nada do relatório precisa ser levado à COP31.
Como fechar a conta
Com as medidas propostas, o fluxo chegaria a entre US$ 1,27 trilhão e US$ 1,41 trilhão por ano em 2035.
