Análises feitas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) no Rio Grande do Sul mostram que variar as plantações e manter o solo sempre coberto por vegetação ajuda a proteger as lavouras contra secas e enchentes, além de aumentar a produtividade. Os resultados da pesquisa foram publicados em outubro.
A pesquisa prática, desenvolvida pelo Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da USP, comparou plantações tradicionais com áreas que usaram “plantas de cobertura”: vegetais cultivados não para a venda, mas para proteger e nutrir a terra entre uma safra e outra. Foi comprovado que isso funciona como “amortecedor biológico” para os danos na lavoura.
Enquanto o modelo tradicional sofreu com grandes quedas na colheita devido aos extremos climáticos, os agricultores que adotaram a diversificação de culturas e o uso das plantas de cobertura conseguiram colher acima da média do estado (chegando a 76% acima), com muito mais estabilidade de ano para ano.
Por outro lado, as plantações que seguiram o modelo tradicional tiveram um desempenho bem mais fraco. É o caso do cultivo contínuo de apenas um tipo de grão após o outro (a exemplo do trigo seguido pela soja) ou o uso de uma única espécie de planta para cobrir o solo.
