Um programador estadunidense abriu uma ação judicial contra a OpenAI, empresa de inteligência artificial (IA) dona do ChatGPT. Ele acusa a plataforma de auxiliar a agora ex-esposa a planejar um atentado envolvendo veneno.
Morador da Carolina do Norte, James Gates alega o chatbot foi usado para pedir informações sobre toxinas naturais. O serviço não apenas teria enviado os detalhes pedidos, mas até colaborado com o planejamento do suporto ataque.
Cheryl, de quem o homem se divorciou no fim de 2025, teria solicitado à plataforma informações sobre a planta oleandro, conhecida popularmente no Brasil como espirradeira. Ela decidiu não contar a própria versão na reportagem do USA Today que revelou o caso.
De acordo com James, a ex-esposa começou a usar o ChatGPT por indicação dele mesmo para tarefas do trabalho, mas acabou adotando o chatbot para desabafar até sobre problemas no casamento.
Ela teria contado à plataforma que o então marido era abusivo, narcisista e controlador. Como resposta, o ChatGPT concordou com temores de Cheryl de que o marido poderia envenená-la e passou explicar para ela como certas substâncias funcionavam.
Cheryl conseguiu que a IA fornecesse a ela detalhes organizados sobre como a dosagem certa de oleandro de acordo com o peso de James, fora o conselho de colocar a substância em uma lata de energético para disfarçar o gosto.
