Em um revés para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seu principal rival foi encarregado de formar o próximo governo israelense, colocando-o um passo mais perto de destituir o líder mais longevo de Israel, mesmo que o caminho permaneça complicado.
Gadi Eisenkot, um chefe militar aposentado que liderou o partido centrista Yashar na eleição de 27 de outubro, terá até seis semanas para tentar montar uma coalizão que substitua Netanyahu.
Ao aceitar o mandato, ele disse que sua “mão está estendida”, mas o caminho para o poder está repleto de obstáculos políticos e divisões dentro da própria oposição.
O presidente Isaac Herzog concedeu oficialmente a Eisenkot o mandato para formar um governo neste domingo (8). Sua decisão veio após dois dias de consultas na semana passada com todos os partidos eleitos para o Knesset.
“Os desafios que o Estado de Israel enfrenta são imensos”, disse Herzog ao conceder o mandato a Eisenkot. “Precisamos lidar com a construção do horizonte político na região e com o dia seguinte à guerra”, afirmou.
“Precisamos repelir sanções e ameaças políticas e também lidar com uma nova situação política nos Estados Unidos”, acrescentou, em referência às eleições de meio de mandato nos EUA, nas quais os democratas conquistaram o poder no Congresso.
Eisenkot alertou que qualquer pessoa que tentasse minar um novo governo “será lembrada na história como alguém que não salvou Israel em um momento de emergência”.
