Ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande (SP) e a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), Danilo Morgado foi indiciado e teve a prisão preventiva pedida pela Polícia Civil no relatório final da Operação Vectura Corrupta, que também levou à prisão do ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União). Neste domingo (8/11), a defesa de Morgado divulgou nota negando a relação dele com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
No relatório final, o delegado Fabricio Intelizano pede à Justiça a prisão preventiva e aponta que Morgado é “beneficiário direto de valores decorrentes da OrCrim [organização criminosa], possuindo alto poder econômico, o que põe em risco a sua permanência no distrito da culpa”.
Segundo Intelizano, o ex-candidato do PL é “pessoa extremamente difícil de encontrar, sendo certo que nas oportunidades em que foram deferidas buscas contra si, não foi encontrado em nenhum dos locais, sendo certo que somente foi possível sua captura também em decorrência do caráter itinerante do mandado de busca, aliado ao rápido e eficaz trabalho de inteligência policial no dia do cumprimento do mandado”.
Durante a investigação, a polícia encontrou diálogos que “descrevem uma relação muito mais próxima entre Danilo e Marlon Rosa [apontado com liderança do PCC] do que a admitida no depoimento”.
“Há diversas conversas tratando de financiamento eleitoral, apoio de comunidades controladas pela facção, reuniões políticas e articulação de apoios.
