São Paulo, As chuvas que tiram o sono e geram medo e morte nas cidades paulistas são as mesmas que têm colaborado para que o Sistema Cantareira atravesse uma “primavera dos sonhos”, com uma recuperação em ritmo mais acelerado do que ocorreu no verão passado.
Desde o início da atual estação, houve um ganho de mais de 125 bilhões de litros, água equivalente ao que é retirado do reservatório ao longo de quase dois meses (54 dias). Também é um volume que, distribuído entre os demais sistemas, seria suficiente para abastecer toda a região metropolitana de São Paulo por 20 dias.
Ao longo de todo verão passado, o Cantareira conseguiu “guardar” 2,48 bilhões por dia, em média. Até a metade desta primavera, já são 2,66 bilhões diários, em média. Essa “poupança” é fundamental para encarar os períodos mais secos do ano, quando a quantidade de água que entra no sistema cai consideravelmente.
Fora do padrão habitual e acima das médias históricas, as chuvas de setembro e outubro persistem em novembro e têm cooperado para que o maior dos sistemas produtores de água de São Paulo saia da seca que viveu nos últimos meses.
