A fumaça das queimadas que vem atingindo o Amazonas tem comprometido a qualidade do ar em diferentes cidades do estado.
Em Barreirinha e Parintins, no interior, a concentração de PM2,5 (material particulado fino), ultrapassou 400 µg/m³ (microgramas por metro cúbico), classificado como “péssimo”, segundo dados do sistema de monitoramento Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental) da Universidade do Estado do Amazonas, deste sábado (7).
Os pontos roxos na imagem indicam onde a qualidade do ar esteve “péssima”.
O programa da universidade divide a qualidade do ar, medida em µg/m³, em cinco níveis:
Boa: 0 a 25
Moderada: 25 a 50
Ruim: 50 a 75
Muito Ruim: 75 a 125
Péssimo: 125 a 160
Barreirinha, que fica a leste da capital, apresentou o pior índice de qualidade do ar entre os municípios monitorados, com 456,9 µg/m³. Em Parintins, o registro foi de 437,8 µg/m³.
Outras cidades também apresentaram concentrações elevadas, como Vila Amazônia, com 334,8 µg/m³, e Itapiranga, onde o índice chegou a 242,1 µg/m³.
Em Silves, a concentração foi de 211,2 µg/m³. Já em Maués, Nhamundá e Urucurituba, os registros ficaram entre 128,8 e 141,8 µg/m³. São Sebastião do Uatumã apresentou 119,2 µg/m³, enquanto Itacoatiara registrou 104,8 µg/m³.
Também foram identificados registros de 85,7 µg/m³ em Iranduba, 74,2 µg/m³ em Autazes e 70,3 µg/m³ em Nova Olinda do Norte.
