O leilão de ativos de transmissão de energia elétrica realizado pelo governo em 30 de outubro pode representar uma economia de R$ 20 bilhões nos custos da conta de luz dos consumidores ao longo dos próximos 30 anos, prazo das concessões dos empreendimentos arrematados na disputa.
A projeção é de, presidente da Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica). Em entrevista ao Poder360, ela afirma que o modelo de RAP (Receita Anual Permitida), consolidado nas disputas do setor, beneficia diretamente o consumidor, já que premia empresas que se dispõem a receber menos pelos serviços.
A RAP é o valor que uma companhia tem direito a receber anualmente pela prestação do serviço de transmissão. Nos leilões, as empresas disputam o direito de construir, operar e manter a infraestrutura pelo prazo da concessão. Vence, em regra, quem oferece a menor RAP, desde que cumpra as exigências do edital.
Como a remuneração das transmissoras é incorporada à tarifa paga pelos consumidores, quanto menor o custo de transmissão, menor o impacto na conta de luz.
A estimativa de R$ 20 bilhões considera a diferença entre a RAP máxima estabelecida pela Aneel e os valores oferecidos pelas empresas vencedoras dos 8 lotes do leilão de outubro, ao longo dos 30 anos de concessão. O montante representa uma economia em relação ao custo máximo previsto para a contratação dos serviços, e não uma redução imediata nas contas de luz.
