Por Simon Buechler e Lyndsey Rolheiser.
Os data centers exigem investimentos enormes: terrenos, prédios, equipamentos de informática e infraestrutura de energia. Mas, uma vez em funcionamento, eles tendem a empregar não mais do que algumas dezenas de pessoas em funções como técnicos de TI, engenheiros e guardas de segurança. Com bilhões de dólares fluindo para novos data centers nos Estados Unidos, comunidades estão questionando o que receberão em troca.
O ceticismo em relação aos benefícios locais dos data centers está contribuindo para uma crescente oposição à sua construção, em Estados norte-americanos como Ohio e até o Texas. Essa resistência contribuiu para atrasos ou cancelamentos de US$ 156 bilhões em projetos de data centers só em 2025.
Somos professores que estudam o mercado imobiliário e economia urbana, incluindo como grandes investimentos moldam as economias locais. Por isso, decidimos responder a uma pergunta central nessas discussões: os data centers realmente criam empregos nos locais onde são construídos?
Para descobrir, nos unimos a 4 colegas para estudar o que se dá com o mercado de trabalho local depois da inauguração dos data centers. Descobrimos que os novos data centers inaugurados de 2000 a 2023 nos EUA criaram, em média, de 1.000 a 1.300 empregos nos municípios onde estão localizados. Mas esses empregos, que se referem a trabalhos realizados fora dos data centers e não dentro deles, levam alguns anos para surgir.
