O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a prisão da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Ela foi condenada a 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que reuniu informações indicando que Rusciolelli teria deixado o Brasil no dia 21 de setembro com destino a Portugal. A ordem de prisão também alcança Vasco Rusciolelli, filho de Sandra.
Sandra e Vasco foram condenados em uma ação desencadeada a partir da Operação Faroeste, da Polícia Federal (PF), que investigou um esquema de venda de sentenças judiciais para beneficiar a grilagem de terras na Bahia.
De acordo com as investigações, empresários pagavam propina a magistrados em troca de decisões favoráveis à apropriação irregular de terras.
Segundo o ministro Og Fernandes, os elementos reunidos pelo MPF apresentam “forte indicativo de intenção de [Sandra e Vasco] se furtarem à aplicação da lei penal".
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a saída de Sandra do país foi precedida de uma comunicação de endereço inverídico ao Poder Judiciário.
