Presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebra reeleição na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de outubro de 2026.
Amanda Perobelli/Reuters
O cruzamento dos resultados das quase 500 mil seções eleitorais do país, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com os dados de renda do Censo 2022, do IBGE, mostra uma relação entre renda da seção eleitoral e voto: em geral, quanto menor a renda da região, maior foi a votação de Lula (PT).
Ainda assim, o candidato reeleito melhorou seu desempenho em todas as faixas de renda no 2º turno, impulsionado principalmente pelos eleitores de renda intermediária.
Nas áreas onde a renda média mensal variava de R$ 2.590 a R$ 2.920, Flávio Bolsonaro (PL) havia sido o mais votado no primeiro turno. No segundo, porém, Lula avançou e assumiu a liderança, passando de 44,4% para 51,6% dos votos válidos.
Nas regiões com renda média de até R$ 1.780 por mês, Lula obteve 74,2% dos votos válidos no segundo turno. Já nas áreas em que a renda variava de R$ 5.190 a R$ 7.130, o percentual caiu para 41,7%. A votação do petista diminui quase continuamente à medida que a renda aumenta.
É justamente na faixa de renda intermediária que aparece uma das mudanças mais expressivas entre os dois turnos. Ela concentra 9,4% do eleitorado, o equivalente a cerca de 14,7 milhões de pessoas. Nesse grupo, Lula avançou 7,2 pontos percentuais, enquanto Flávio passou de 47,6% para 48,4%.
Lula avançou em todas as faixas de renda; maior alta foi em áreas de classe média baixa
