A partir da próxima segunda-feira (9) até o dia 20 de novembro, líderes governamentais se encontrarão na Antália, na Turquia, para a COP31 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).
O Brasil costuma ter um papel protagonista nas COPs, o que deve se repetir na edição deste ano. Desta vez, um dos objetivos da delegação brasileira é apresentar à comunidade global os mapas do caminho (roadmaps) elaborados pela presidência durante a COP30, sendo um deles sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis e outro sobre o combate ao desmatamento.
"Países como o Brasil têm uma enorme contribuição a oferecer, tanto pela diversidade de seus ecossistemas quanto pela capacidade científica que vêm desenvolvendo", diz Celina Rodrigues, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) apoiada pelo Instituto Serrapilheira, em nota enviada à GALILEU. "Precisamos não apenas produzir conhecimento, mas também ter voz ativa nas discussões e decisões que definirão os caminhos para o futuro climático. Considero fundamental valorizar e ampliar a participação da ciência produzida no Sul Global.
O que esperar da COP31?
Embora tenham ocorrido alguns progressos nos últimos anos, o mundo está prestes a ultrapassar os 1,5ºC limites de aquecimento global. As expectativas, na verdade, são bem piores, já que estudos e relatórios recentes indicam que o aumento da temperatura média será ainda maior.
COP 31: após edição no Brasil, quais são as expectativas para o evento?
