Três homens foram acusados nos Estados Unidos de participar de um esquema internacional de fraude que utilizava deepfakes de executivos e falsas identidades de advogados para desviar pelo menos US$ 129 milhões (cerca de R$ 710 milhões) de hospitais, bancos e outras empresas. A denúncia foi apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA e aponta o uso de inteligência artificial para imitar vozes e, em alguns casos, a aparência de dirigentes das organizações.
Segundo os promotores, a operação tinha como alvo funcionários autorizados a realizar grandes transferências financeiras. Por meio dos deepfakes, os suspeitos simulavam comunicações de executivos e convenciam os profissionais a enviar dinheiro para supostos negócios confidenciais, que na realidade não existiam. O esquema teria atingido milhares de empresas em diferentes países, e os valores obtidos eram convertidos em criptomoedas.
Como funcionava o golpe com deepfakes
A abordagem geralmente começava com um e-mail que aparentava ter sido enviado pelo presidente da empresa. Na mensagem, o suposto executivo solicitava ajuda para realizar uma transação sigilosa. Em um dos casos investigados, o contato incluía até um acordo de confidencialidade para dar credibilidade à operação.
Depois da primeira comunicação, os funcionários eram direcionados a conversas telefônicas ou chamadas de vídeo com uma pessoa que se apresentava como advogado.
